Suíça abre processo criminal à Infantino


julho 31, 2020

Por conta de alegadas reuniões informais com Michael Lauber, procurador-geral helvético, e da demissão do mesmo, a justiça suíça abriu ontem um processo criminal contra o presidente da FIFA, Gianni Infantino.

A investigação, que está a ser liderada pelo promotor Stefan Keller, revela que nesses encontros aconteceram possíveis infrações como abuso de um cargo público, quebra de sigilo oficial, assistência a criminosos e incitação à prática de crimes.

Na semana passada, Lauber apresentou a demissão de procurador-geral da Suíça, precisamente devido a várias reuniões informais com o presidente da FIFA, assim como foi retirado da investigação ao escândalo de corrupção que assolou o organismo em 2015, o denominado "FIFAgate", por não ter declarado os contactos estabelecidos com Infantino.

"No essencial, foram violados os deveres do procurador-geral, em particular no que diz respeito à terceira reunião com o presidente da FIFA, também considerada uma violação grave dos seus deveres", informa o TAF, que reconhece que Lauber "prejudicou a reputação" do Ministério Público, sem estar ciente da "ilegalidade dos seus atos".

Já Lauber, disse "respeitar a decisão do TAF", mas continua "a rejeitar veementemente a acusação de mentir". A justiça helvética espera também abrir um processo criminal a Lauber nos próximos dias.

Lembrar que a 4 de Julho, a justiça suíça nomeou Stefan Keller como procurador extraordinário para avaliar supostos atos de conluio por parte de Infantino e Lauber, resultantes de denúncias anónimas. E que actualmente, estão abertos processos penais contra três ex-dirigentes do organismo que rege o futebol mundial, com inclusão do antecessor de Infantino, o suíço Joseph Blatter, e o atual presidente do Paris Saint-Germain, Nasser al-Khelaifi, visto que todos eles negaram quaisquer irregularidades.

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