Sexocentrismo...


Novembro 08, 2019 - 34 vizualizações

Maior parte de nós, passa a vida a relacionar-se apenas de forma física. Ou seja, as nossas relações não passam de relações sexocentradas. Por isso, em muitos casos, não queremos ficar com a mulher depois do coito. Não a queremos nos braços, depois de minutos e/ou horas de pura tesão física e a satisfação desta mesma. Tudo porque o nosso foco, tem sido apenas voltado a nossa satisfação, e que se lixe a outra pessoa.

Maratonistas sexuais, se enchem de produtos industrializados e não só, para que fiquem horas por cima das mulheres, pensando que a satisfação sexual se confina no tempo demorado que você faz a mulher suportar seu peso (muitas vezes obesos ou com um peso que duplica o da sufocada), que safa-se pela moda das posições serem outro modo de nos mostrarmos os reis da coloca e do sexocentrismo, mas alguns destes reis já nem estão com suas pseudo-rainhas ou multibancos da satisfação sexual.

Por quê?

Porque o nosso ponto de partida tem sido, a corpulência (glúteos avantajados; peitos grandes, médios ou pequenos; o gingar e muitas outras trivialidades), pontos estes, que em nada espiritual nos acrescenta.

Por conta de uma reconstrução a ser feita em mim mesmo, passei para partilhar e sugerir a todos amigos e outros próximos, que paremos de fisgar mulheres pela beleza externa apenas! Aliás, isso se faz no "Puteiro". Paremos de pôr o sexo ou satisfação sexual, como catalisador de nossas relações. Paremos de ser predadores sexuais de irmãs, que pela falta de autoconhecimento, se põem a venda, como que se produtos fossem, pela forma como vestem. Se provam, ultimamente, como as maiores influenciadoras destas relações sexocentristas, que por vezes atingem ao casamento, mas duram menos que uma ejaculação precoce.

Baumhan: Nomeia todos os factores ligados a estes, como a liquefacção social. E eu acho, que esta mesma liquefacção, resulta da falta de preparação cultural a que estamos expostos (citadinos principalmente). Pois aqueles que passam pelos rituais de passagem ou aqueles que são banhados pela cultura, nos seus diversos moldes, apenas viram sexocêntricos, quando convivem com aqueles que vejo como predadores sociais, que são os habitantes que se sentem mais completos que os outros, mas não passam de incompletos (os ditos da cidade).

Veja por exemplo que não há violações ou estupros entre os Mumwilas (zonas não urbanizadas); não há casas de concubinas nestas comunidades culturo-centradas; Não há promoção pornográfica nestes meios. Tudo porque o fio pensamental destes, não ronda na vontade predatória que leva as bundas serem motivos de sonhos húmidos; que levam a colãs serem exibidos com propósito de reter a atenção de todos sexocentristas. E atenção que o sexocentrismo aqui não é apenas masculino, pois temos mulheres diversas, que surfam e de que maneira, nestas ondas. Muitas por não ter nem o mínimo, para dar respostas as necessidades financeiras e de comer aos seus filhos. Mas outras, por gostar mesmo de ser visitada por vários pénis (nos seus mais diversos tamanhos e comprimentos).

Estas que também julgam homens pelo porte físico, mas que se decepcionam com fisioculturistas e outros, que nem correm a primeira maratona sem auxílio de fármacos, sejam naturais ou industrializados.

Por outro lado, importa ser lembrado aqui, que o sexo, pelo menos nos moldes culturais, é uma acção divina e não para a satisfação de prazeres egocentrados. Por isso os filhos nascem deste acto. Senão fosse de dimensão transcendental e um modo conversa das almas, não geraria filhos/vida. Portanto, não ao sexocentrismo, porque este nos tem levado ao estado lastimável, em que pais a estupram as filhas; pais, amigos, tios e outros membros da família, perseguirem menininhas nas ruas (algumas por ser seu objectivo); professores aprovar as manas com glúteos avantajados, depois de as comer; a casarem de forma relâmpago e se divorciarem na mesma velocidade; enfim, há uma diversidade de situações, que provam a incapacidade de progressão sociocultural que o nosso povo tem, por seguir padrões que lhe deixam em estado de inimizade com sua cultura.

Pára de seguir mulheres pela bunda grande e já imaginando como será prazeroso lhe comer!

Você não é um lobo e muito menos a sociedade é um campo de ferocidade, para saber quem mais come as mulheres alheias e não só.

Siga a sapiosexologia e busque uma parceira, não mais um depósito de esperma ou de filhos!

Seja a pequena mudança, que em comunhão com a dos outros, se torna grande. Mas não o faça por ilusão ou seguir moda! Lembra que a Cultura é vida e não seguidismo, portanto seja culturalmente correcto e deixa de torturar as mulheres (em particular as pretas, que já sofreram todo tipo de tortura e limitações sociais)!

O hepicentro de uma relação, não deve ser os órgãos genitais e sim a mutuidade. Vamos todos repensar isto! E reorganizar a mobília de nossas casas (relações interpessoais). Que esta, seja pendorizada com a Cultura sempre, porquanto que esta, nos levará ao real progresso em todas as esferas sociais, incluindo espiritual e nos levará a atingir a transcendência do Sankofa.

Sejamos todos, sapiosexologistas!

 

Adailton Zinga (08-Novembro-2019)

Redactor/Editor (Rádio/Tv Muzangala)

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