Ex-presidente apela a moçambicanos para seguirem "cultura de paz"


Outubro 22, 2019 - 27 vizualizações

O antigo presidente moçambicano Joaquim Chissano exortou hoje o país a seguir uma "cultura de paz" para que as futuras gerações vivam em prosperidade, ao celebrar 80 anos com uma visita ao principal hospital da capital.

Chissano insistiu na necessidade de paz numa altura de debate pós-eleitoral, quando falava aos jornalistas no final de uma visita ao Hospital Central de Maputo (HCM), onde comemorou o seu aniversário com crianças do Departamento de Pediatria e ofereceu enxovais a parturientes da maternidade.

"A cultura de paz faz-se no ambiente em que vivemos desde criança", declarou o ex-chefe de Estado moçambicano.

Referindo-se ao ambiente que encontrou na pediatria e maternidade do HCM, Joaquim Chissano assinalou que o sector de saúde evoluiu desde a independência do país em 1975, mas o país precisa de mais progressos para que as futuras gerações vivam livre de doenças.

"O que aqui vejo não tem nada a ver com o que se tem dito (sobre a degradação dos serviços de saúde). Estes serviços são uma amostra da evolução que o país registou", defendeu Chissano, que foi Presidente moçambicano entre 1986 e 2005.

O antigo chefe de Estado frisou que a melhoria dos cuidados de saúde depende de um ambiente de estabilidade.

Questionado pelos jornalistas sobre os resultados das eleições da última semana, que dão vitória ao seu partido, Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), no poder, e ao candidato presidencial Filipe Nyusi, o antigo chefe de Estado escusou-se a comentar, remetendo qualquer pronunciamento sobre o assunto para depois da divulgação do apuramento final.

"Eu já fui concorrente (em eleições gerais) e aprendi a ficar calado até que as autoridades de direito e com poder proclamem os resultados", declarou.

Os dois partidos da oposição com lugar no parlamento, a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) e o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), alegam que houve fraude generalizada e já anunciaram que não aceitam os apuramentos nas províncias que dão vitória à Frelimo nas presidenciais, legislativas e eleições provinciais.

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