Alemanha mantém estádios sem público até fim do ano


agosto 28, 2020

A Alemanha estendeu a proibição de público nos estádios até ao final de 2020, como medida restritiva à pandemia de covid-19, numa altura em que o país regista cerca de 1500 novos casos por dia.

Esta medida constitui um rude golpe para os clubes de futebol de todo o país, que esperavam poder começar a trazer parcialmente os adeptos de volta aos estádios na nova época, que começa a 11 de Setembro com os jogos da Taça da Alemanha.

No entanto, "exceções" serão permitidas em regiões onde a taxa de infecção for baixa por pelo menos uma semana e "se for garantido que os participantes vêm exclusivamente dessa região ou regiões vizinhas" onde a propagação do vírus seria também contida.

A Liga Alemã de Futebol (Bundesliga), em cooperação com a federação, apresentou ontem um projecto que permitia o regresso parcial de público aos estádios e que incluía bilhetes nominativos para permitir o rastreio em caso de contaminação.

O próprio ministro do Interior e Desporto, Horst Seehofer, defendeu o regresso dos adeptos aos recintos desportivos.

"A população não entende que muitas pessoas podem se mover num espaço confinado, mas que uma partida de futebol com poucos espectadores afastados uns dos outros não seja possível", afirmou Horst Seehofer.

O governo de Angela Merkel, perante a actual situação da pandemia do novo coronavírus, decidiu apertar as restrições à população alemã e estender a proibição de público em estádios, espaços culturais, festivais ou feiras. As autoridades também irão fortalecer os mecanismos necessários para garantir que os períodos de quarentena sejam respeitados e se assim não for aplicarão pesadas multas. Mesmo que a propagação do vírus seja, "actualmente, ainda significativamente inferior ao pico atingido em Março e Abril", as autoridades alemãs apontam para o fato de, "nas últimas semanas, o número de infecções ter aumentado novamente".

Lembrar que o país regista cerca de 1500 novos casos por dia, o maior número desde o final de Abril. O recorde foi estabelecido com seis mil novos casos no início de Abril.

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